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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Para minha filha, parceira, companheira e amiga


Meu desejo de dar à luz a uma menina era tão grande que ao fazer as ultra-sonografias não quis saber o sexo do bebê que aguardava. Pensava que se fosse um menino a frustração seria grande e assim esperava a surpresa para o momento do nascimento.
Mas já me comunicava com ela. Deitada no sofá conversava com aquele serzinho que se formava pedindo para que mexesse do lado direito se fosse uma menina e do lado esquerdo se fosse um menino.
Durante nossas conversas enquanto eu acariciava a minha barriga ela mexia do lado direito. A certeza de que a Clara estava a caminho ia se fazendo presente.
No dia 15 de Janeiro de 1990 ela chegou. Ao contrário da maioria das mães não verbalizei que era linda ou coisa parecida. Disse para o Léo: “Ela parece uma velhinha”.
Lembro da Dra. Rosa, minha obstetra, no dia seguinte ao seu nascimento dizendo que aquele parto foi cercado de uma vibração muito positiva e que algo lhe dizia que seríamos grandes amigas.
Nesses 23 anos de convívio, de troca de aprendizagens, posso afirmar que aprendi mais do que ensinei. Minha vida tem o antes e o depois da Clara.
Obrigada filha por iluminar com a sua alegria o meu caminho.
Obrigada por colaborar para que eu me tornasse uma pessoa melhor.
Que o “azul” seja a paleta predominante no colorido do seu novo ano.
Feliz aniversário!
Para não esquecer nosso código: “Eu te amo daqui a lua dez vezes ida e volta”.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Adivinhem o quanto nos amamos...




Eu e Clara temos uma forma de comunicação baseada na historinha infantil “Adivinha o quanto te amo”. Vez em quando nos comunicamos, por SMS, medindo a distância do nosso amor.
Ontem após 27 dias em Berlin nos reencontramos. Depois do abraço de saudade ela retira da bolsa uma caixa de chocolates acompanhada de cartões postais baseados na historinha que faz parte da nossa relação. Presente escolhido juntamente com o cartão que segundo ela tem a minha cara.
Gratificante ler a dedicatória:

“Meu amor,
Conhecer Berlin foi um presente incrível. Dar-me férias de verdade, viver um mês em uma cidade tão distante, tão acolhedora e aprender com seu modo de vida me fez muito bem.
Bom para repensar minhas expectativas, perspectivas para esse momento de vida, bom para desejar voltar logo. A distância da rotina nos permite avaliá-la muito melhor. Com mais lucidez.
Berlin é vento, é mistura, é arte, é noite, é silêncio, educação, funcionalidade, qualidade de vida.
Uma experiência muito válida.
Obrigada pelo apoio em mais uma conquista.
Obrigada por ser suporte com tanto amor.
Adivinha o quanto eu te amo?
Clara
18/06/2012”

Pra você filha amada deixo um poema que tema nossa “cara”.

 
Epifania

Entre nós
desvios
desvão
degraus.
Mas sei que
pela porta aberta
teu coração
fabrica para mim
pequenas alegrias.
Entre nós
harmonias.
Vera Americano, In Arremesso livre