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domingo, 16 de junho de 2013

Joana Xavier de Souza Lisboa


O relato comovente da mãe, Lenore Xavier de Souza, que procura sua filha Joana há dois anos e três meses.

Aqui continua tudo igual… Meus livros todos mal arrumados, minhas roupas divididas em cor, sem cor. Minhas apostilas bagunçadas, meu cérebro fuçando lembranças, eu voltando á Escola, ou pesquisando na internet. Ligando, ligando. Procurando por toda a parte hora tentando sofrer de amnésia. Eu e você separadas, distância, sem o encontro e chegada na partida. Vai e vem, em dias nublados, com sol ou chuva fininha. Indo dormir com uma incerteza tão incerta, acordando sem saber coisa alguma. Chorando, pessoas cada vez mais distantes, te tratando como causa e não como gente. Me exigindo militância e não me trazendo nada, só meia consideração, meias medidas, meias palavras, meias pieguices, meias vontades de ajudar, muita piedade. Amantam a ti ao grande número de pessoas que se procuram, perdestes tua identidade, és uma estatística, algumas fotos, raras lembranças de quem te conheceu. A família já não toca em teu nome, sinto uma certa rejeição, somo se fosses culpada de um grande crime, alegam cuidado em não me magoar, mal sonham eles que o que magoa é a enorme indiferença. Todos me perguntam se há pistas de teu paradeiro, mal sonham que é esta minha grande pergunta. Ficaste eternizada em banners e cartazes, até em outros estados. passeias em eventos de corajosas mães que não te conhecem mas sim teu nome, o meu e teu rosto. Aqui tudo está igual, a Catarina como sempre companheira, me segue como sombra a onde quer que eu vá, Ninguém te procura pelas ruas a não ser eu. Sei que a maioria desistiu de acreditar que ainda vives, pensam que não leio em seus rostos e em seus disfarces.
Mas eu te amo filha do meu coração, Conta comigo, sempre, com meu amor e minha Fé e com minha luta também, está perto Joana, muito perto!!!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Joana Xavier de Souza Lisboa - 2 anos desaparecida


Há dois anos acompanho o sofrimento dessa mãe em busca de sua filha e/ou notícias da mesma.
Eis o apelo recebido da amiga Lenore sobre o desaparecimento da filha.

“Dois anos procurando por ti minha filha, espero que estejas feliz, não importa o quanto eu sinta saudade, não importa o quanto eu hoje fique triste, o que eu quero é que estejas bem e se comunique comigo.
Continuarei te procurando sempre. Só ou junto com pessoas generosas que tenho encontrado durante este tempo. Só peço e desejo que me informem a VERDADE, e se tu estás lendo isto, ou se alguém souber de ti e esteja lendo que se ponha um segundo em meu lugar e me ligue, mande e mail, recado, mensagem, que irei a qualquer lugar deste mundo te encontrar.
JOANA DESAPARECIDA EM 13 03 2011, 48 84345868 lenorexs@hotmail.com

Pior que a dor da perda é conviver com a esperança de reencontro, a falta de informações consistentes e o descaso das autoridades.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Onde está Joana?



Pedido da Lenore, mãe da Joana:
Sejam minhas pontes, me ajudem a descobrir!!!!
É muito triste nada saber sobre minha JOANA.
Maiores informações: Desaparecidos do Brasil

 "Todos nós somos construtores dessa ponte que anula distâncias". Mia Couto
Que possamos ser pontes na busca por Joana.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Joana Xavier de Souza Lisboa, desaparecida



Desde março acompanho o sofrimento dessa mãe em uma incessante busca por notícias de sua Joana.
Se puder nos ajudar, compartilhe esse comunicado. 
Como mãe não consigo ficar imune a dor da Sra. Lenore.
Ultimamente, tem sido vítima de trotes, de falsos “videntes”, que vem aumentando consideravelmente seu sofrimento.

 

Joana Xavier de Souza Lisboa, 34 anos, ruiva/loira, 1m58, 48Kg, duas tatuagens - uma no ombro esquerdo, outra na perna esquerda - e cabelos pelo ombro (na época  de seu desaparecimento).
Iteligente, meiga, escreve poesias, canta e tem preferência por MPB.

Desaparecida em 13 de março de 2011 de uma clínica em Canavieiras, norte da Ilha de Santa Catarina. onde se encontrava em tratamento contra depressão. Não é usuária de drogas.
Vestia calça jeans, camiseta azul e sandálias havaiana. Não portava documentos.
O Boletim de Ocorrências foi efetuado na 7ª Delegacia de Canasvieiras,
Sob o nº  00126-2011-02760.

Algumas informações recebidas por sua mãe, Lenore, informavam que ela teria sido vista na estrada de Jurerê, próxima à Igreja de N. Sra. Aparecida, e depois, mais abaixo, próximo a um bar onde pegou carona, à tarde, em um carro prata dirigido por uma moça (informação não confirmada pela família).

Em 20 de março, alguém informou tê-la visto pedindo carona na mesma rua, bem abaixo, cansada, mais magra, em frente à Marina, quase em Canasjure (informação também não confirmada).

A polícia se diz incapaz de fazer algo, pois alegam não terem mais pistas.
Se você souber alguma informação do paradeiro dessa moça, entre em contato com a Sra. Lenore através do e-mail lenorexs@hotmail.com ou pelo telefone (48) 84345868.

Pior que a dor da perda é conviver com a esperança de reencontro, a falta de informações consistentes e o descaso das autoridades.


“E tudo que eu criar pra mim vai me abraçar de novo semana que vem. “
O Teatro Mágico