A memória dos meus dias de criança
bate mansa hoje à minha porta.
Já não me importa mais ganhar brinquedos:
embora creia ainda ser um menino
(pois tenho medo de crescer sozinho),
não perco o sono, nem acordo cedo
na manhã de Natal, à busca do rastro
de um improvável Papai Noel.
Tudo de que eu preciso pra ser feliz
é ter as mãos sempre sujas de giz,
cuidar da minha família e dos meus amigos
(na terra e no céu)
e poder brincar com o lápis
num pedaço de papel.
bate mansa hoje à minha porta.
Já não me importa mais ganhar brinquedos:
embora creia ainda ser um menino
(pois tenho medo de crescer sozinho),
não perco o sono, nem acordo cedo
na manhã de Natal, à busca do rastro
de um improvável Papai Noel.
Tudo de que eu preciso pra ser feliz
é ter as mãos sempre sujas de giz,
cuidar da minha família e dos meus amigos
(na terra e no céu)
e poder brincar com o lápis
num pedaço de papel.
Filipe Couto