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domingo, 12 de agosto de 2012

O barbeador de papai


O barbeador de papai
Ao entrar em uma farmácia para comprar um “Melhoral” meus olhos se fixaram em um pequeno estojo de aparelho de barbear. Comprei-o e presenteei meu pai. Ele me deu um beijo, agradeceu e guardou-o na gaveta da cômoda de seu quarto.
Não teve tempo de usar. Três dias após ele partiu.
De repente me lembrei desse pequeno objeto, guardado na minha caixinha de afetos durante tantos anos.
Convivi com meu pai apenas 21 anos, mas tempo suficiente para absorver sua ética, sua indignação diante das injustiças sociais, seu carinho pelos desfavorecidos social e economicamente e sua maneira delicada de presentear sempre acrescentando algo afetuoso ao objeto ofertado.
Saudade de você, pai.

domingo, 14 de agosto de 2011

Da caixinha dos afetos...

Papai partiu há 35 anos e durante esses anos seu relógio esteve guardado na caixinha dos afetos. Tinha o vidro quebrado: sua máquina parou com o tempo ou terá sido pela falta do dono?
Vezenquando olhava para ele e pensava que um dia encontraria alguém para o consertar.
Há 15 dias o entreguei a um relojoeiro com a recomendação de que fosse muito cuidadoso ao manuseá-lo.
Ontem, quando fui buscá-lo, não parava de o admirar.
Ouvir o som dos ponteiros foi como ouvir o coração de papai palpitando.
Emoção indescritível!
12-07-2011

Regina Coeli Carvalho
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2011
Código do texto: T3092229

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

1 ano sem Joanna Marcenal


Sua presença é muito importante!
Será na véspera do dia dos pais, dia que nos traz recordações de nossa infância, do carinho recebido e não podemos ficar imune ao sofrimento dessa criança vítima de maus tratos da madrasta e de seu pai biológico, que se encontram livres e debochando daqueles que clamam por justiça.
Saiba mais sobreo caso e assine a petição públuca clicando nos links abaixo.