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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Use suas armas sem moderação


Imagem de autoria desconhecida*

Encontrei essa foto em uma postagem no facebook, fui pesquisar a autoria, mas não consegui saber quem a produziu.
A linguagem não verbal que a foto destaca nos mostra o nosso poder de denunciar e cobrar das nossas autoridades o que nos incomoda ou nos causa indignação.
Nossas armas são as máquinas fotográficas, as câmeras dos celulares, nossas vozes e gritos através das redes sociais.
Hoje somos milhões a usar a internet e através dela nos tornamos fiscais dos desmandos, das falcatruas, das injustiças.
Use suas armas sem moderação.
Regina Coeli Carvalho

Para nossa reflexão:
”Aprendi com o tempo que não bastava apenas ficar indignada com injustiças.
passei a participar de protestos, passeatas e eventos contra homofobia, violência, maus tratos aos animais e tudo aquilo que mancha a dignidade.
Partir para a ação pacífica é uma atitude democrática e valiosa.”
Anita Costa Prado

*Quem souber a autoria da foto solicito a gentileza de me enviar o autor.


Publicado no Recanto das Letras
Regina Coeli Carvalho em 01/11/2012
Código do texto: T3964413
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A quem iteressar possa...


Faço parte da geração que lutou contra a censura e pelo direito de expressão.
Hoje, se fazemos partes de redes sociais e podemos expressar nossos sentimentos, gostos e indignações é porque AINDA não nos tiraram essa liberdade.
Particularmente quando não gosto de algo não curto, não comento. Respeito a opinião alheia.
O politicamente correto está se tornando insuportável a partir do momento que resolvem interferir nas nossas colocações.
 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Um querer mais que um bem querer*


Um querer mais que um bem querer*

A maturidade nos trás muitos ganhos, mas aos poucos vai nos privando do convívio com as pessoas que amamos.
Foram-se pai, mãe, tios, padrinhos, dois irmãos, primos, alguns amigos queridos.
Há algum tempo ganhei uma amiga que ao seu modo e com seu carinho preenche um pouco do vazio deixando pelos que partiram.
Ela tem um abraço aconchegante, desses com gosto de mãe.
Ela me convida para lanchar simplesmente para jogarmos conversa fora sem dia específico ou data a ser comemorada.
Com o corre- corre diário é uma das poucas casas que encontro tempo para visitar, costume que aos poucos vai se perdendo entre amigos.
Ela é uma mocinha que passou dos 80, mas tem uma cabeça aberta que dá de 10 em muitos que fazem parte da faixa que chamamos de jovem.
Volto de nosso encontro sempre com minhas energias recarregadas.
Ela luta contra as injustiças, participa de passeatas, carrega sua bandeira de liberdade.
Ela, a Sra. Maria, mãe da Marta, para mim tão íntima que a chamo de Maricota.
À Maricota, meu agradecimento enternecido por preencher lacunas afetivas na minha vida.
Meu abraço.


*Título emprestado de Camões

Publicado no Recanto das letras
Enviado por Regina Coeli Carvalho em 01/08/2012
Código do texto: T3808802
Classificação de conteúdo: seguro

sábado, 31 de dezembro de 2011

Novo Ano...


 Imagem: Liniers
 
"Parece que existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar memória poética, que registra o que nos encantou, o que nos comoveu o que dá beleza à nossa vida." Milan Kundera, In A Insustentável Leveza do Ser

Durante o ano de 2011 não foram poucos os tropeços, alguns sofreres, algumas dores, porém minha “memória poética” registrou muitos momentos agradáveis, novos amigos juntando-se a lista dos amigos de uma vida, muito carinho recebido, reencontros com ex-alunos queridos, surpresas e alegrias da filha, família se realinhando novamente.

Agradeço e celebro a Vida.
Agradeço aos amigos ao meu redor que me emprestam asas no momento que as minhas estão impedidas de voar.
Agradeço o carinho manifestado em várias situações de dificuldades.
Agradeço aqueles que gritaram comigo quando as injustiças me incomodavam.

Peço emprestado a amiga Ana Jácomo o trecho abaixo e faço minhas as suas palavras.
“Para o ano novo, se eu conseguir ser nova, quero o sabor de saber, na prática, que somos feitos para a felicidade. Para a troca. Para a paz. Para a bondade. Para facilitarmos a existência uns dos outros. Para a coragem e a alegria de simplesmente ser”.

Que possamos ser:
A mão estendida,
O braço que abraça,
O colo que acolhe e
O coração que abriga.

Meu carinho,
Regina Coeli Carvalho


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ele era uma criança de apenas 10 anos...


Ele era uma criança de apenas 10 anos...
Estamos todos estarrecidos com a tragédia ocorrida em São Caetano do Sul com uma criança de 10 anos.
Precisamos estar atentos aos sinais que são emitidos por crianças, jovens, adultos no decorrer de sua existência. Sinais são dados.  Pais, familiares, professores devem educar seu olhar para perceber o que está por trás de determinados comportamentos do outro a nossa volta.
Percebo pais que só atendem aos sinais de compras: filho pede para ir ao shopping para o mais novo lançamento de determinado brinquedo; pais imediatamente vão às compras. Exibir a mais nova fantasia de herói, o mais novo celular, o iPod atualizado e outras geringonças eletrônicas estão na lista de prioridades.
E o olhar generoso sobre sentimentos do filho, por onde anda?
Não estou emitindo nenhum juízo de valores sobre o acontecido, não conheço a história de vida do menino nem as condições em que vivia. Porém, surge a necessidade de um olhar reflexivo de como estamos educando nossos filhos. Qual a qualidade de tempo que estamos dispensando para suas necessidades emocionais?
Reflexão pertinente ao momento que vivemos em que o TER substitui o SER na maioria dos casos.
Conversar com o filho, procurar entender suas dificuldades, acariciar, aconchegar nos momentos de tristeza e saber dizer não na hora certa são formas de amar.
Repensar valores, jogar fora os lixos existenciais que carregamos, re-começar pode ser um caminho para um futuro mais saudável para nossas crianças.

Regina Coeli Carvalho
Publicado no Recanto das Letras em 23/09/2011
Código do texto: T3236453

sábado, 30 de julho de 2011

As cinzas e a vida...


"Quanto a mim, não desejo ser enterrado em ataúde. Sofro de claustrofobia. A idéia de ficar trancado numa caixa me causa arrepios. Acho a cremação um lindo ritual. As cinzas, soltas ao vento, lançadas sobre o mar, colocadas ao pé de uma árvore, são símbolos da leveza, da liberdade e da vida."  Rubem Alves, Em defesa das flores, In O amor que acende a lua


Há algum tempo fiz minha declaração de cremação, deixei para minha família a tarefa de escolher o local das minhas cinzas com a recomendação que o lugar escolhido não prejudicasse o meio ambiente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Disse meu anjo...

Disse meu anjo...

Quando eu nasci não apareceu um anjo torto como o de Drummond que dissesse: “Vai, Regina! Ser gauche na vida”.

Sequer apareceu o anjo safado do Chico para decretar que eu estava predestinada a ser de todo ruim.

O anjo muito louco, protetor do Torquato Neto, também não se fez presente para dizer que eu deveria desafinar o coro dos contentes.

O meu anjo, um maluco beleza, parceiro do anjo esbelto da Adélia Prado também me disse que mulher é desdobrável.

E acrescentou:
Vai, Regina,
Vai aprender o prazer de ser alegre,
Vai aprender o poder do afeto,
Vai aprender a ter um olhar generoso com aqueles que sofrem,
Vai aprender com seus alunos e pacientes,
Vai aprender a ser solidária,
Vai aprender a ser amiga, parceira e companheira,
Vai aprender com a sabedoria dos mais velhos e dos mais novos,
Vai aprender a ser mãe,
Vai aprender a gostar de poesias, mesmo que não seja poeta,
Vai aprender a respeitar as diferenças.
Vai lutar por JUSTIÇA!

Vai, Regina.
Vai aprender a ser gente!
Regina Coeli Carvalho


Esclarecimento necessário: Nunca ativei moderação de comentários, pois as pessoas que visitam meus blogs são pessoas de bem e de um modo geral comungamos das mesmas idéias poéticas.
Não aceito que alguém leia um comentário meu em outro blog sobre um caso de justiça e, querendo aparecer, faça comentários dispensáveis e inconvenientes sobre o que escrevi. Quer dar sua opinião, dê então por lá.
Continuarei a lutar por Justiça no Caso Joanna Marcenal e aqueles que querem ser defensores dos assassinos, que o façam com argumentos, pois meu embasamento se encontra nos laudos do IML e no processo judicial.



domingo, 24 de abril de 2011

Das travessias....


Na religião judaica o Pessach é a festa que celebra a saída dos judeus do Egito, da escravidão para a liberdade.

Em 2009 publiquei uma mensagem na qual o Rabino Marcelo Rittner fazia uma comparação entre dois acontecimentos semelhantes, porém distanciados por 49 anos.

 “14 de novembro de 1960:
Ruby Bridges, uma menina de seis anos de idade, foi levada à escola em Nova Orleans, EUA, por uma escolta de policiais federais.
A menininha foi pesadamente insultada e ameaçada de morte por uma multidão enfurecida. Assistiu às aulas sozinha: as demais crianças foram mantidas em casa pelos pais.
Ruby Bridges era negra - esse era seu crime.”

“5 de janeiro de 2009:
Uma menina negra de sete anos de idade, Sasha, foi levada à escola por sua mãe, Michele. Agentes do Serviço Secreto a escoltaram, mas apenas por um motivo: seu pai, Barack Obama, era o novo presidente dos Estados Unidos.”

O Pessach é a festa que comemora a travessia da saga de Ruby Bridges para a saga de Sacha Obama.

O Pessach será, um dia, a festa de toda a humanidade. (Baseado numa mensagem do Rabino Marcelo Rittner)

51 anos após o episódio vivenciado por Ruby Bridges, ainda nos deparamos com discriminações raciais, intolerâncias religiosas, preconceito contra as diversidades, crimes bárbaros, injustiças sociais, nos lembrando a cada momento que os homens parecem estar retrocedendo no seu caminhar.

No Cristianismo, a Páscoa, palavra originada de Pessach no hebraico, celebra a Ressurreição de Cristo após sua morte.

Independente da religião professada ou do nome que se dê, que esta data seja um momento de reflexão e de avaliação das situações de “morte” que precisamos transpor para situações de vida, conscientes de que fazemos parte de um todo e esse todo está no interior de cada um de nós.

PAZcoa é vida!

E a construção de uma nova vida se faz na busca de um mundo próspero, pleno, poético e plural.

Publicado no Recanto das Letras em 22/04/2011
Código do texto: T2924117

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Medo o fantasma que nos espreita


Quando criança, ao ouvir uma canção popularmente conhecida como “Churrasquinho de Mãe”, me escondia para chorar com medo de que acontecesse o mesmo com a minha mãe. Lágrimas e soluços rolavam, mas depois de me recompor, voltava às brincadeiras.

Outros medos foram se apossando de mim, ainda bem pequena a morte da menina Taninha foi um marco para instalar-se em mim o medo dos desconhecidos. Havia a sensação de que qualquer pessoa que se aproximasse poderia me roubar dos meus pais.

Hoje tenho medo dos pais que matam seus filhos, da justiça que julga segundo suas conveniências, dos políticos que legislam em causa própria, da censura que devagarzinho está voltando, da forma como nos querem calar.

Tenho medo de deixar de me indignar.


28/03/2011, após saber da revogação da prisão do pai de Joanna Marcenal


Publicado no Recanto das Letras em 29/03/2011
Código do texto: T2878044

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Virando a página



Virando a página

Tom cantou em versos as águas de março fechando o verão, eu canto a esperança de que os ventos do outono varram os momentos que gostaríamos de esquecer do mês que se foi.
As mortes causadas pela dengue e/ou pelo descaso de nossas autoridades,
Os conflitos na Líbia,
O terremoto no Japão,
As mortes e torturas de crianças e jovens Brasil a fora,
O atentado sofrido pelo blogueiro Ricardo Gama,
A revogação da prisão do pai de Joanna Marcenal,
As declarações homofóbicas, racistas e preconceituosas do Bolsonoro,
E todas as outras situações que nos causaram indignação e sofrimento.

8 de Abril -  Cristiane Marcenal será ouvida pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Cantando com o Chico: “Um marinheiro me contou/ Que a boa brisa lhe soprou/Que vem aí bom tempo”.

Que chegue esse novo tempo, que a justiça se faça presente.

Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2011
Código do texto: T2882681

Veja também: Abri(?)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Querem calar Ricardo Gama?

Quando lhes pisam os calos....
 Uns mandam calar com grito
Alguns usam a justiça
Outros tentam calar no tiro.
Regina Coeli Carvalho


*Ricardo Gama, advogado, tem um blog onde se tornou conhecido pelas críticas ao Governador e ao Prefeito do Rio de Janeiro e denúncias contra policiais.
Na última 4ª feira, numa praça movimentada em Copacabana, foi baleado com dois tiros na cabeça e um no ombro. Passou ontem por uma neurocirurgia e seu quadro é estável. Segundo as notícias veiculas pela Imprensa, Ricardo sofreu um atentado.
A ONG Repórteres Sem Fronteiras pediu apuração “urgente” do ataque sofrido pelo Ricardo.
Aguardamos pronunciamento de nossas autoridades.

Lembrando o Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.”

**Jorge Schweitzer, do Táxi em Movimento, está com o blog sob censura prévia, impedido de citar o nome daquele subsecretário de direitos humanos do Rio de Janeiro, tio do pai de Joanna Marcenal, que se encontra preso e responde pelos crimes de tortura, com dolo direto e homicídio qualificado por meio cruel.


Veja também:


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu viajante e o Natal


“Na minha opinião, existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”. Érico Veríssimo

Li esse pensamento do Veríssimo ontem pela manhã e não pude deixar de fazer uma relação com o meu momento atual.

Esse ano escolhi passar o Natal em Gramado, é um sonho antigo conhecer o Natal Luz.

Fujo da saudade dos meus pais, dos meus irmãos que já partiram, da família toda reunida enquanto a mãe estava entre nós.  Mãe é um elo firme que agrega todos os outros elos, transformando-os numa corrente forte.  Depois que ela se foi, não conseguimos mais a proeza de estar todos reunidos nessa data. Cada um tem sua família, sua vida e atualmente há algumas divergências que afastaram uns dos outros. Esse é um motivo da minha fuga.

Viajo para buscar: novos conhecimentos, nova luz para acender as chamas que andam apagadas e talvez começar um novo ano mais iluminada.

Desejo que todos tenham um Natal iluminado, que haja força suficiente para mover as montanhas da generosidade, repartindo com o próximo a felicidade do pão, do acolhimento e da ternura.

Meu carinho.
Regina Coeli Carvalho

Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2010
Código do texto: T2679786

domingo, 28 de novembro de 2010

Minhas emoções...

Minhas emoções afloram
ao ver meninos idosos
na infância desconhecida.
Regina Coeli Carvalho

*Para o menino que foi baleado ao se recusar a incendiar uma moto.

domingo, 31 de outubro de 2010

Minha Bandeira


Minha bandeira
O verde da minha esperança amarelou de desilusão.
O branco manchou de sangue com tanta corrupção.
O azul está desbotado porque os sonhos
estão calados, encurralados, adiados,
Aguardando a próxima eleição.*

*Próxima eleição em 2014, porque nessa sonho existe não.
Regina Coeli Carvalho