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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Joana Xavier de Souza Lisboa, desaparecida



Desde março acompanho o sofrimento dessa mãe em uma incessante busca por notícias de sua Joana.
Se puder nos ajudar, compartilhe esse comunicado. 
Como mãe não consigo ficar imune a dor da Sra. Lenore.
Ultimamente, tem sido vítima de trotes, de falsos “videntes”, que vem aumentando consideravelmente seu sofrimento.

 

Joana Xavier de Souza Lisboa, 34 anos, ruiva/loira, 1m58, 48Kg, duas tatuagens - uma no ombro esquerdo, outra na perna esquerda - e cabelos pelo ombro (na época  de seu desaparecimento).
Iteligente, meiga, escreve poesias, canta e tem preferência por MPB.

Desaparecida em 13 de março de 2011 de uma clínica em Canavieiras, norte da Ilha de Santa Catarina. onde se encontrava em tratamento contra depressão. Não é usuária de drogas.
Vestia calça jeans, camiseta azul e sandálias havaiana. Não portava documentos.
O Boletim de Ocorrências foi efetuado na 7ª Delegacia de Canasvieiras,
Sob o nº  00126-2011-02760.

Algumas informações recebidas por sua mãe, Lenore, informavam que ela teria sido vista na estrada de Jurerê, próxima à Igreja de N. Sra. Aparecida, e depois, mais abaixo, próximo a um bar onde pegou carona, à tarde, em um carro prata dirigido por uma moça (informação não confirmada pela família).

Em 20 de março, alguém informou tê-la visto pedindo carona na mesma rua, bem abaixo, cansada, mais magra, em frente à Marina, quase em Canasjure (informação também não confirmada).

A polícia se diz incapaz de fazer algo, pois alegam não terem mais pistas.
Se você souber alguma informação do paradeiro dessa moça, entre em contato com a Sra. Lenore através do e-mail lenorexs@hotmail.com ou pelo telefone (48) 84345868.

Pior que a dor da perda é conviver com a esperança de reencontro, a falta de informações consistentes e o descaso das autoridades.


“E tudo que eu criar pra mim vai me abraçar de novo semana que vem. “
O Teatro Mágico

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A menor distância entre dois pontos não é uma reta...é um sonho

Sonhar enquanto lemos livros, desde criancinha, é algo bem corriqueiro. Fazer com que livros transformem a realidade, no entanto, não é pra qualquer um.

A vida me deu a oportunidade de conhecer Aldo e, naturalmente, de admirá-lo.

Deixo como mensagem a crônica em que meu amigo narra como conseguiu comprar uma casa a partir da venda de livros e de muita ajuda amiga.

O projeto que já fez alguém muito feliz, hoje permite que livros usados sejam solidários a dor alheia.

Reciclagem Fina

Há dois anos, tive uma dessas idéias que nascem dentro da gente como rodamoinhos de agosto. Do nada, começam a girar. Como se dançassem apoiados em uma perna, vão girando em torno de um ponto, cada vez mais rápido, arrastando para sua rotação tudo que está em volta.

A idéia era comprar uma casa para um rapaz que vende livros usados na rua, revendendo os livros. A resposta foi tão rápida que, em seis meses, a família do Jorge estava na casa nova. Muitos amigos participaram, comprando, incentivando, doando livros e dinheiro.

Casa do Jorge

Pensei que a compra da casa esgotaria o trabalho com os livros. Que o vento se dissiparia, transformado na felicidade de saber que, como diz a nova esperança e ousadia dos americanos - "sim, nós podemos". Juntos, podemos muito. Mesmo que "juntos" identifique apenas um grupo de pessoas com um objetivo comum.

O que não imaginava era que o fim do projeto - a compra da casa - se configurava em um novo portal. Que o meio para chegar lá é que era a grande descoberta. Que se abria uma possibilidade real de dedicar parte do meu tempo a uma reciclagem fina.

Posso juntar papel, plástico, vidros... e encaminhá-los para reciclagem. É a primeira e mais simples atitude de quem quer continuar o mais tempo possível neste planeta (não falo enquanto indivíduo, mas enquanto espécie). Mas, descobri que posso dedicar parte de meu tempo e transformar livros usados em casas, em doações, em qualquer coisa digna. Desde que minha pretensão seja do tamanho de minhas possibilidades, da motivação que me traz a possibilidade de olhar para o nós em vez de ver o meu umbigo como centro da vida.

A decoração bonitinha que imaginava ter no apartamento onde moro, quando da mudança, foi substituído por um acervo de livros que me tomou todos os espaços disponíveis. Não há caos, não há amontoados, mas não há lugar para projetos que não levem em conta os mais de 2.000 livros atualmente existentes, que me olham com uma cumplicidade reconfortante.

Hoje, não faria um novo projeto do tamanho que foi o de comprar a casa do Jorge, porque exige um esforço, dedicação, disposição para ficar o tempo todo na cola dos amigos. E não fazer mais nada além de catalogar, organizar, limpar...

Também não doaria totalmente o produto das vendas, porque mantê-las tem um custo.

No entanto, há sempre um pequeno projeto ou instituição necessitando de uma força, de um empurrãozinho na hora que a torneira das contribuições mingua. Ou mesmo uma pessoa que precisa de um abraço.

Na última enchente em Santa Catarina, a Marília, que participou comprando, doando livros, divulgando o projeto primeiro, mandou uma mensagem sobre uma comunidade de Itajaí que estava literalmente afogada. Claro que, além de uma doação, divulguei para os meus amigos o pedido. E muitos responderam com o coração, ampliando a solidariedade.

Edna - Uma mulher especial

Nos últimos dias, uma amiga que mora no interior de São Paulo, a Edna, que também participou do projeto da casa do Jorge, me contou que a filha de 20 anos está precisando, urgentemente, de uma bateria de exames médicos, para tentar descobrir a causa e a cura de uma doença que provoca desmaios com freqüência. Uma das consequências é que a imprevisibilidade e constância dos desmaios impedem a garota de trabalhar. Ninguém emprega ou a mantém em qualquer emprego depois de algum tempo.

A Edna é a solidariedade no seu sentido mais puro e permanente. Está sempre lutando contra um turbilhão de problemas e, mesmo assim, tem sempre uma palavra, um carinho, uma ajuda efetiva para algum vizinho ou mesmo um casal de passarinhos que se aninha nas árvores de sua casa. É sempre um porto seguro, apesar das provações da vida e, entre uma crise e outra, pinta belíssimos quadros.

Apesar de uma vida de dificuldades, que lhe mina as economias, a Edna se mantém firme no comando do navio de sua vida, vencendo as tempestades com a firmeza e o sorriso de quem acredita que neste planeta estamos mesmo de passagem. Os tantos "nãos" que recebe são reciclados na oficina amorosa que ela teceu ao longo dos anos, inspirada nos seus mestres espirituais, e transformados em SIM, sempre que alguém precisa de seus cuidados. Sem dinheiro para ajudar às vítimas de Santa Catarina afogada, ela se prontificava a recolher e levar as doações dos vizinhos para os postos de recolhimento.

Seu exemplo e firmeza me servem de estímulo e fé. Então, resolvi dedicar a venda dos livros para conseguir os R$ 800,00 necessários para os exames da filha.

Não vou falar com nenhum amigo, em especial, dos livros que tenho na minha "livraria", agora permanente. Não vou pedir que comprem qualquer coisa. Cada um descobre seus próprios caminhos. Cada um se alimenta de suas próprias crenças. Minha intenção é dizer-lhes que o projeto continua e que, se algum livro lhes interessar, se preferirem adquiri-lo comigo invés de comprar num sebo qualquer, o porto está aberto, os livros expostos, as listas (mesmo que sempre bastante desatualizadas pelo fluxo de livros que entra e sai) continuam à disposição. Tenho vendido também através do site www.estantevirtual.com.br., que é uma revolucionaria forma de democratizar a leitura e circulação de livros. Vale a pena conhecer.

Para ver os livros que mantenho à venda no site, basta colocar no google: Aldemisio ou ir direto para o link

http://www.estantevirtual.com.br/acervos/aacorde. Eles remetem para o site, já aberto no acervo. No site, vendo no máximo, 200 livros. Em casa, todo um acervo constantemente ampliado. Aos interessados, enviarei as listas divididas por estante.

Ainda ecoa na minha mente a frase dos americanos: "sim, nós podemos." Tomara que eles e todos nós coloquemos em prática esta crença, transformando-a em caminhos para a libertação dos nós que nos mantém com a sensação de impotência e de descrença e para a conquista da felicidade possível, através da solidariedade e do amor, a cada momento.

Aldo Cordeiro

“Tenho amigos tão bonitos. Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica.” Caio Fernando Abreu