
sábado, 3 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Flor de Laranjeira
Fragrância gostosa
Lembrança da infância,
O tempo que foi
Rapidinho embora.
De todas as horas
Essas, as melhores!
Lá nesse tempo
Ainda eu brincava,
Ria por nada,
Andava feliz.
No tempo de agora
Já não tem muita graça.
E o espero passar,
Indiferente às floradas
Reconheço que a menina,
Aquela feliz, há tempo se foi.
Auristela Fusinato Wilhelm
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Lamento
Lamento minha pouca ousadia,
Meu medo,
Meu sonho não realizado,
E o desejo contido no meu coração.
Lamento minhas poucas oportunidades,
Minha tão triste história de amor
E as horas que não pude dormir
E tuas palavras que me trouxeram dor.
Lamento o choro e a saudade que senti por ti.
As palavras que ficaram travadas na minha garganta
Me sufocando e oprimindo
E os carinhos que não recebi.
Só não lamento ter vivido
Para conhecer e discernir
Todos esses meus lamentos
E o sofrimento que passei por ti.
Beta
quarta-feira, 30 de abril de 2008

Nas minhas andanças pelo Orkut descobri a comunidade FLU Memória – Museu Tricolor. Trabalho maravilhoso desenvolvido pelo Paulo Gomes que resgata, através de fotos, a memória do Fluminense. Já são 262 fotos postadas.
Minha curiosidade levou-me a indagar como surgiu esse laço do Paulo com o Fluminense, sendo ele lá da Bahia.
Transcrevo para vocês o relato do Paulo:
“Assim como Nelson Rodrigues, eu também sou um Tricolor de várias vidas e encarnações passadas. Sempre me senti assim. Já nasci Fluminense. Anos 70 eu guri, descobri o futebol através do Flu. Quantos craques! : Rivelino, Manfrinni, Edinho, Samarone, Paulo César, Carlos Alberto Torres, Pintinho, Doval!
Que me perdoem os adeptos dos demais clubes, mas é inegavelmente o Fluminense o detentor da história mais rica, mais abundantes de glórias, craques e ídolos.
Há muito que sou um colecionador de fatos e fotos da vida tricolor. E agora com essa ferramenta fantástica que é a internet, me senti na obrigação de compartilhar com os demais companheiros e companheiras de paixão. A FLU MEMÓRIA - MUSEU TRICOLOR é um espaço garantido no Orkut onde as histórias, as biografias e homenagens aos grandes personagens, as fotos raras de inesquecíveis momentos estão sempre presentes.
Um lugar obrigatório para os amantes do Tricolor mais querido do Mundo e da arte do futebol.
Espero que vocês conheçam e participem desse nosso ponto de encontro com a História, com a glória e com o Fluminense".
FLU Memória – Museu Tricolor
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42394915
FLU Memória fotos
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15363670049756420931
Parabéns menino pela sua sensibilidade e seu trabalho digno de um grande historiador.
Calorosas Saudações tricolores!
Meu afetuoso abraço.
SARAU LITERÁRIO
Ontem foi a comemoração do aniversário do amigo poeta JL, no Bar das Quengas, com um Sarau Literário.
Serginho do Cavaco no teclado, Nivaldo Costa declamando Fernando Pessoa, JL, Glorinha Gaivota, Nádia e Eurídece declamando suas poesias e Ray Cenna apresentando uma performance inenarrável!
Parabéns ao JL e aos amigos poetas pela noite agradável que nos proporcionou.
segunda-feira, 28 de abril de 2008

Para Sergio, meu irmão
“Respeito mútuo é uma postura pessoal que nasce bem antes do encontro dos dois: vem desde a geração, vem da família original, vem dos modelos da casa paterna, tem sementes imponderáveis na constituição psíquica de cada um". Lya Luft
Obrigada!
Te amo!
Regina Cœli Carvalho
C A R R E T E L
Carretel de linha dez
mas tem de ser dos grandes
daqueles que não tem fim
que a linha desenrola
pelo céu infindamente
e eu menino
bem pequenino
vôo com a pipa
que é viva
irriquieta passarola
a me transportar
pelo espaço
corpo e mente
transformado
para além da terra
para novo lugar
sempre pleno de emoção
assim como se possível
criar asas
meu inquieto coração.
JL
28 de Abril – Aniversário do amigo poeta JL
Não importa quantos aniversários você já comemorou, dentro de você mora uma criança.
Deixe que a voz dessa criança lhe ajude a desenterrar o encantamento que pode tornar sua vida muito mais colorida.
Feliz aniversário, amigo!
Meu abraço carinhoso.
Regina Cœli Carvalho
domingo, 27 de abril de 2008
Precisa-se de loucos
De loucos uns pelos outros! Que em seus surtos de loucura espalhem alegria; com habilidades suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor, que olhem a ética, respeito às pessoas e responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o Universo.
Precisa-se de loucos de paixão, não só pelo trabalho, mas principalmente por gente, que vejam em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências dêem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.
Precisa-se de loucos de coragem para aplicar a diversidade em suas fileiras de trabalho, promovendo igualdade de condições sem reservas, onde as minorias possam ter seu lugar, em um ambiente de satisfação e crescimento pessoal, independente do tamanho do negócio, segmento ou origem do capital.
Precisa-se de loucos visionários que, além da prospecção de cenários futuros, possam assegurar um novo amanhã, criando estratégias de negócios que estejam intrinsecamente ligadas às estratégias das pessoas.
Precisa-se de loucos por novas tendências, mas que caminhem na contramão da história, ouvindo menos o que os gurus tem a dizer sobre mobilidade de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial e ouvindo mais seus próprios corações.
Precisa-se de loucos poliglotas que não falem inglês, espanhol, francês ou italiano, mas que falem a língua universal do amor, do amor que transforma, modifica e melhora, pois, palavras não transformam empresas e sim atitudes.
Precisa-se simplesmente de loucos de amor; de amor que transcende toda a hierarquia, que quebra paradigmas; amor que cada ser humano deve despertar e desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia; amor cheio de energia, amor do diálogo e da compreensão, amor partilhado e transcendental.
As organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no ser, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-las.
Para João Guilherme
Quisera, como eu quisera,
Poderes mágicos eu ter
Restituir para você a
Esperança que a vida levou.
Hoje, quando você chegou
E de mim se aproximou
“Tia me dá um dinheiro pro pão?”
Senti a fome de carinho,
Do aconchego do lar,
De ter alguém pra lhe dar a mão.
De repente, num instinto maternal
Sua cabeça acariciei e você
Espantado a mim perguntou:
“Tia você não tem medo de mim?”
Ah! Menino franzino
Com você pude enxergar
Quantas vezes nossa violência
Está nos gestos, na omissão, no olhar.
De conversa em conversa
Nós dois na lanchonete
Bebendo coca-cola e
Você comendo um “burgão”
E seria só a fome do pão?
Quisera, como eu quisera
Resgatar sua auto-estima
Devolver-lhe seu nome original
Não ser mais o menino de rua
Voltar a chamar-se João.
Regina Cœli Carvalho
08/03/07
As mulheres que marcaram a minha vida
Minha mãe, Helena, que aos 39 anos, com 4 filhos crescidos descobriu-se grávida. Orientada a fazer um aborto, pois naquela época, na idade dela a gravidez era vista como algo muito perigoso. Mamãe, então, disse Sim! para a vida. Contrariando a corrente de que mulher naquela idade geraria filho “ com defeito”, eu nasci.
Uma infância com algumas dificuldades pois éramos 5 filhos, cresci e desenvolvi-me com ajuda da outra mulher da minha vida: Ruth.
Minha dindinha estava sempre com minha mãe, ajeitando minhas asas para eu voar. Ajudou-me muito financeiramente, mas ajudou-me mais psicologicamente, transmitindo-me valores, carinho, atenção e dedicação.
Outras mulheres foram passando pelo meu caminho, deixando seus rastros; minha irmã, minhas primas, minhas tias.
Aos 35 anos fui mãe e em plena maturidade outra mulher cruzou meu caminho para que aprendêssemos juntas: Anna Clara.
Com milha filha aprendi a vivenciar o amor na sua forma mais completa, o amor que ouvia falar: o amor incondicional.
Para essas mulheres peço as bênçãos de Deus.
Mamãe e dindinha recebam a minha saudade e as minhas vibrações de harmonia.
Minha filha receba o meu agradecimento por me permitir ser uma pessoa melhor depois que você nasceu.

"Só é saudável em nós aquilo pelo que não somos especificamente nós mesmos: são nossas aversões que nos individualizam; nossas tristezas que concedem um nome; nossas perdas que nos fazem possuidores de nosso eu. Só somos nós mesmos pela soma de nossos fracassos."
Cioran, in Breviário da Decomposição

Inevitável é a dor
mas nem por isso há de ser de sofrimento o cenário
Inevitável é a sucessão das horas
mas o calendário traz em si a cura de todas as dores
ao mudar os dias, os sons, as cores.
Para cada esperança desmentida
abre-se outra janela
e uma fatia nova de vida se mostra
plena de possibilidades
de sofrer ou ser feliz,
de mostrar-se perene
ou fugaz como riscos de giz
nos muros da cidade.
A vida se apresenta às vezes solene e majestosa
outras vezes simples e banal como a prosa
sem compromisso numa mesa de bar
Mas nem por isso ela deixa de estar presente
lado a lado compartilhando a nossa solidão.
A idade, além de cabelos brancos,
traz, se não a sabedoria,
ao menos algum treinamento
nas artes de viver
e nos permite perceber
que nada é assim tão urgente
há que dar tempo ao tempo
pois o simples fato de estar vivo
é muito mais que suficiente.
Sergio Pontalti
sábado, 26 de abril de 2008
Canteiro da Regina
No canteiro, senhora,
tem verbo, nome, prosa.
Versos brotam, tem hora.
Sem hora correm palavras,
protestos, vozes chorosas,
sorrisos, quadras melodiosas.
No canteiro, tem hora do rango,
laranja ou abobrinha,
vírgulas, entrelinhas.
No canteiro, senhora,
vista a luva, pegue a pá,
abra a terra, semente vingará.
Há, por certo, a colheita,
reflexão, refeição feita
como verdura fresca
fortalece coração bravio.
Este, senhora, será seu plantio,
canteiro de verso e prosa,
onde, sem espinho, prolifera
rara e generosa rosa.
Não é senhora?
Damáris Lopes Vieira, 26/04/2008





