terça-feira, 21 de abril de 2009

Hoje Caio fala por mim

Arte do amigo Paschoal Ambrosio, criador do “Com o grilo na cuca” lá pelos anos 80. Saudade de você!


"Não me mande coisas assim raivosas. Eu não tenho anticorpos para esse tipo de coisa." Caio Fernando Abreu


"Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada." Caio Fernando Abreu, In Morangos mofados


“Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto.” Caio Fernando Abreu



3 comentários:

Marco Sistinne disse...

Caio Fernando Abreu é fantástico, principalmente em Morangos Mofados e Pequenas Epifanias, parabéns pela escolha e pelo blog.

Saudações Literárias
Marco Sistinne

Lisete de Silvio disse...

“Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto.” Caio Fernando Abreu


Pincei essa frase, Regina, e, de imediato fui remetida a Guimarães Rosa:

"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens? "

vivian disse...

Caio sempre Caio.
Estou lendo Pequenas Epifanias e a cada dia fico mais surpresa de como ele é atual.