domingo, 18 de abril de 2010

Dia Nacional do Livro Infantil


Como me senti importante em manusear um livro de “gente grande” pela primeira vez, ao ler Monteiro Lobato em “Memórias da Emília”.
Vem daí o meu vício de leitura e a minha dependência pelo livro. Não gosto de ler pelo computador, preciso manusear, sentir a textura, o cheiro, trazer junto a mim.
O hábito da leitura vem da infância. Minha Clara quando aprendeu a ler queria comprar todos os livrinhos que via pela frente. Nessa época íamos ao Carrefour e ela, dentro do carrinho, devorava uma historinha enquanto eu fazia compras. Virou rata de livraria igual à mãe.


O livro
Quando tocares num livro, fa-lo com subtil delicadeza.
Ao abrires as suas páginas, desliza os dedos ternamente.
Ao leres, vislumbra os sorrisos e as lágrimas que lhe correm.
Não o rasgues, não o machuques, pois que a dor lhe dói.
Procura desvendar com os teus olhos todos os seus mistérios.
Depois, generosamente, acolhe-o no frescor dos teus encantos.
Acaricia o seu corpo com brandura, e recolhe-o ao peito.
Adormece-o a sonhar ao calor dos teus delírios.
A cada novo amanhecer, diz-lhe: Bom dia!
Pois todo o livro tem alma. Todo o livro tem coração.
Katia Drummond


2 comentários:

vivian disse...

Oi Mestra,
Tenho uma história interessante com um livro infantil que li já adulta. Aliás foi na sua aula numa vivência de autoestima, lembra-se?
"Diferente sim e dai?", esse livro embora infantil deveria ser leitura obrigatória para todos os adultos insatisfeitos com seu físico.
Já procurei esse livrinho para comprar mas não obtive sucesso.
A historinha me rendeu boas reflexões.
Aproveitando a lembrança reafirmo que você teve uma importância fundamental na minha vida. Sou grata por isso.
Abraços mestra querida.

Georgia disse...

hahahhah, de casa nova, gostei;)

Eu tb li muito qdo crianca e faco a mesma coisa com meus filhos.

Bjao