segunda-feira, 21 de março de 2011

Diferente é ser normal...

Turma 1ª série - 1996

Hoje se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down, data escolhida fazendo alusão à trissomia do cromossomo 21. (21/3 ou 3-21)

Particularmente, não concordo que se possa comemorar algo, pois ainda existe muita discriminação em torno dos chamados diferentes.

Faço uso desse espaço para homenagear a Escola Soldadinho de Chumbo, localizada no Rio de Janeiro, que há muitos anos, antes de se falar em inclusão social, aceitava alunos portadores de necessidades especiais.

Quando minha filha entrou na idade escolar, embora fosse uma criança “normal”, comecei a pensar que escola eu queria para ela. Aquela que ensinasse "bem"? A que custasse menos? A que tivesse um ensino "forte"?
Muitos questionamentos... Muitas dúvidas. O que é a melhor escola?

Ao optar pela ESC, o fiz por saber que minha filha não seria mais um número no quantitativo, mas uma pessoa com seu universo particular respeitado. Como educadora, acredito que a escola deva caminhar junto com a família na formação do ser humano integral. Desenvolver a "essência" do homem é o grande desafio da educação.

Os meios de comunicação, o computador, a Internet etc.  são capazes de suprir as nossas crianças de muitas informações. Podem até, com vantagem, informar com mais rapidez e eficiência do que os "bons colégios". Mas o diferencial da boa escola está justamente na preocupação em formar essas pessoinhas como seres íntegros e dignos.

Minha filha aprendeu a caminhar junto com os diferentes, consciente de que a partilha de saberes e de solidariedade devem fazer parte do nosso cotidiano.

Meu carinho ao Tio Orlando, Tia Aída e Tia Carmem fundadores da Escola.
Meu carinho ao Silvio, Maria Alice, Jayme, Tia Marialba e todo o corpo docente e equipe que tão bem desenvolvem o papel de EDUCAR.

Publicado no Recanto das Letras em 21/03/2011
Código do texto: T2862783

3 comentários:

Mari disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mari disse...

Tia, adorei rever essa foto, e mais ainda ler o que a senhora escreveu. Muito bom ter orgulho do nosso passado, e saber que ele foi imprescindível para o nosso futuro...

Roxana Maria Filetti disse...

Deixei de trabalhar em educação especial aos 30 anos, hoje tenho 55. Mas foi minha escola, o inesquecível aprendizado. E fiquei muito feliz ao visitar um blog que aborda de modo tão delicado, amoroso e realista, diversas questões relacionadas à educação. Quem é do "meu tempo" sabe que houve avanços. Não o suficiente, não tudo, mas avanços. Já está de bom tamanho, em se tratando de uma questão que envolve ciência e coração. Parabéns ao blog, à aprendiz da alegria.
Roxana