quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sótão

Foto: Anna Clara Carvalho


Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas.

Criaturas fictícias, escalpelizadas
e sem tintas, de ventre oco.

Mas o mortal lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
Fiama Hassa Pais Brandão, In Cena Vivas

Um comentário:

Georgia disse...

Regina, bom dia!

Espero nao ter te deixado chocada com o meu comentario de ontem.

Olha, minha mae era doida por boneca de porcelana e ela por ter sido muito pobre nunca teve uma.

Minha irma e eu também nao. Sempre tivemos bonecas de pano e minha primeira boneca normal de plástico eu a tive aos 12 anos.

Mas quando minha mae veio à Alemanha pela primeira vez, nós a presenteamos com uma boneca de porcelana. Presente do primeiro neto para ela. Ela a tem em sua cama.

Um beijo querida.