sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O abraço sem fronteiras


Recebi, por e-mail, do amigo Aldo Cordeiro, a proposta do grande abraço. Aderi à ideia e convido você para aderir também.

Um grande abraço

Gosto do natal.  De uma data onde se cultua o nascimento, a colheita, o fruto da terra, do ventre, a renovação da vida.   Quando eu era criança, ficava ansioso pelo presente que o menino Jesus trazia na noite do dia 24. Lá no Cariri cearense, não tínhamos chaminé, nem neve, nada que lembrasse o pólo Norte.

Mas, na terra onde Cristo nasceu também não havia neve, essas coisas de natal. Minha mãe sempre nos trouxe as imagens do nascimento de Cristo e todo aquela história bonita de imaginar.  É uma bela história, que transborda de poesia, de um forte simbolismo que vai além da crença de cada um.

Depois houve uma época em que ficava triste nesta época e fugia das musiquinhas de "jingle bell" e muito mais dos shopping centers, da frenética busca por presentes.   

Depois que conheci a família materna da minha filha, no entanto, mudei o conceito de festa de natal.  Uma casa no subúrbio, portas sempre acolhedoras, uma mesa com "milhões" de guloseimas, rabanadas (ai, ai, ai... um dia passei mal de tanto que comi...conheci rabanada aos 42 anos), o pessoal jogando cartas, cantando, crianças por tudo quanto é lado e mais e mais comidas...  e muitas risadas pela noite a dentro, muitas brincadeiras.   Muita farra e muita paz nos últimos 18 anos. 

Durante quatro anos fui, junto com outras pessoas, alguns dias antes do dia de natal, a alguma comunidade carente, levar presentes e cestas básicas.  Uma grata experiência.  Milhões de crianças em nossas cidades vivem à espera de algum presépio.

No próximo natal, no entanto, gostaria de propor uma coisa aos meus amigos.  Um abraço simbólico.

Nosso abraço teria dois momentos: um, que poderíamos chamar de mental ou espiritual ou afetivo ou tudo isso junto, em que por algum tempo a gente pensaria nos amigos e desejaríamos que todos estivessem em paz, que a força do renascimento trazido por esta data nos iluminasse o caminho, tornasse nossos corações mais solidários e serenos.
            
O segundo momento seria um gesto de solidariedade real.  Minha ideia é que cada um de nós depositasse na conta de alguma instituição que gostaríamos de ajudar um mínimo de R$ 5,00.

Pensei em sugerir os Médicos Sem Fronteiras. Porque sempre que acontece uma grande tragédia, eles estão presentes. E tragédias são o cotidiano de muitos povos. Necessitam de recursos sempre.

Sendo uma organização internacional, é conhecida pelos amigos espalhados pelo mundo.

Sei que muitos de nós se empenham em ajudar a alguém em todos os natais e outras épocas do ano. O que estou propondo é que, junto com qualquer trabalho, convívio, doação, tenhamos a idéia de que somos um grupo maior, que formamos uma corrente de solidariedade, que, mesmo que os amigos de uns nunca conheçam os amigos de outros, em um momento poderemos estar "juntos".     

Um abraço de conhecidos e anônimos. 

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Parei de escrever um pouco e fiquei curtindo a ideia de fazer alguma coisa juntos, virtualmente. Imaginei amigos indo a uma agência bancária, preenchendo a guia de depósito com seus cinco reais e pensando: não estou sozinho. Este gesto, tão simples, estou compartilhando com outros amigos, muitos que nem conheço.   Solidariedade é isso: uma energia. Mesmo que seja um "encontro" invisível: a pessoa ao meu lado, no transporte diário, pode ter o mesmo sentimento que eu a este respeito.

Não importa se estamos acompanhados ou não no Universo.  Aqui na Terra, não estamos sozinhos.  É aqui que transcorre a nossa curta viagem.  

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Estas são apenas ideias de um maluco-beleza antecipando o frio e a alegria do Natal ou o fogo da fraternidade pega nesta palha? 
             
Se você leu até aqui, já pegou, mesmo que não queira participar, pois quando a semente é boa e o coração é fértil, alguma nova planta floresce.
             
Um abraço antecipado.
Aldo Cordeiro.

2 comentários:

Marcio JR disse...

Olá, minha querida amiga.

Já vão alguns Natais em que eu e minha família fazemos isso. Aliás, não apenas no Natal, mas em todos os meses. E quando chega dezembro, depositamos um agrado especial para a LPCC (Liga Paranaense de Combate ao Câncer), que é uma instituição filantrópica, e que sofre para se manter em pé.

O bom é que, neste ano, aumentei o número de amigos para abraçar em pensamento. O seu abraço será especial...

E falando em abraço, um enorme e carregado de afeto para você e a família, minha amiga.

Marcio

Blogando com Bebeth disse...

Regina
Agora é que são elas (rs).
Venho agradecer o livro.
Recebi no final da tarde de hoje e amei.
A foto já está postada no meu Blog.
Desconsidere a pessoa que segura o livro.
kakakakaka
O meu abraço pra vc e obrigada pelo carinho.
Bjim