segunda-feira, 18 de maio de 2009

Romper a incabível prisão

Foto: daqui

O dia 18 de maio é marcado como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Em 2009, esta luta, iniciada no II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, completa 22 anos.


Naquele momento, os profissionais recusaram o papel de agentes da exclusão e da violência institucionalizadas, que desrespeitam os mínimos direitos da pessoa humana, e inauguraram um novo compromisso em busca de uma Reforma do modelos, das práticas e da política de atenção à saúde mental no país. A causa se tornou eixo de um amplo movimento social. Como um de seus resultados, temos hoje a definição legal da Reforma Psiquiátrica, ainda em fase de implementação.

Diversas atividades serão promovidas pelos Conselhos Regionais e por núcleos do Movimento Antimanicomial para marcar a data, sensibilizar a cultura pela causa antimanicomial, assim como para buscar os avanços necessários à implementação de um modelo de atenção efetivamente antimanicomial. No campo da Psicologia, queremos ainda marcar a posição da profissão diante da questão dos princípios orientadores da atenção à saúde mental no país.


O movimento de luta antimanicomial considera que a loucura pode e deve ter o seu lugar no mundo, que as subjetividades individuais contribuem na construção do todo social e que a aceitação das diferenças, sejam elas quais forem, faz parte do ideal de democracia da nossa sociedade.


Também já se constatou que não há mais espaço para instituições de cuidado focadas no isolamento, pois se sabe que o convívio comunitário e a interação social são fundamentais para todos os seres humanos. Para garantir saúde mental, é preciso garantir o protagonismo social e a condição de cidadania daqueles que trazem como questão o sofrimento psíquico.


A luta antimanicomial, fundamentada no oferecimento de direitos de cidadania e de convivência social aos portadores de transtornos mentais, é um desafio epistemológico para as ciências da saúde (e outras que queiram a elas se aliar).

Fonte: http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_090515_001.html


"Quando propomos o fim dos manicômios não é apenas um fim de um prédio, dos muros. É o fim desse olhar, dessas relações que não permitem a diferença. Ninguém escolhe ficar louco" Alessandro de Oliveira Campos







3 comentários:

Eurico disse...

Grato pelas visitas ao eu-lírico. Solidário com o movimento que aqui defendes.
Abraço fraterno.

Lisete de Silvio disse...

Coisa mais estranha (para ser elegante) é o Ferreira Gullar, de umas semanas para cá, defender a internação em manicômio.

Acho que ele, de fato, enlouqueceu.

SR disse...

Ainda acredito no que escrevi na apresentação do livro de poesias do pessoal do CPRJ - referido no teu post de 26/4. Post que me espantou - dado o tempo passado - , mas alegrou muitíssimo: obrigada! Penso que sempre vou acreditar, é uma verdade.

Gostei desse post, também, e do blog: parabéns!

beijo da Sonia