terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sem rumo


Sempre a oscilação entre bolsas recheadas de inutilidades e o caminhar ao vento, sem lenço ou documento. Sempre a teimosia em arrumar malas cinco minutos antes da partida. Sempre esse nomadismo entre o cá e o lá, sem chão que me defina. As travessias de lugar nenhum para nenhum lugar. E ainda sempre os caminhos frágeis, sem atalhos, direções, pontos de fuga e pontos de ônibus... destino incerto na linha da palma.

Os meus pés me conduzindo - sempre - pelas veredas entre o oito e o oitenta, sem nunca optarem pelo bom senso. Nunca as decisões coerentes (ao menos nos momentos precisos). Nunca realizadas vontades além das infames. Nunca a alternativa correta assinalada, uma organização eficiente das estantes, a medida certa do sal no arroz, o vestido bonito para o encontro de era-uma-vez. Constante, apenas essa velha inconstância.

Carina de Luca

Um comentário:

Georgia disse...

Regina querida,tudo bem com você? O mais importante é nao deixarmos a vida parar. Enquanto estivermos caminhando é muito bom.

Beijos